Crime e Castigo
Tudo começou quando um dia, por acaso, nos encontrámos novamente nas compras de Natal.A partir desse dia tudo voltou a ser como era há um ano ou mais atrás.
Neste novo reencontro era tudo perfeito, foi assim que decidimos voltar com uma ralação, aberta e após muitos meses começámos um namoro.
Ele nunca se tinha demonstrado violento comigo nem com amigos, nunca se metia em confusões.
Um dia, após vinte e quatro meses de namoro, houve uma grande confusão com uma ex namorada tresloucada que enviou uma caixa para a minha morada, vinha com um cartão, onde estava escrito o seu nome e quem era - mesmo ela para se meter nas nossas vidas.
Eu abri, tirei a fita, tirei a tampa, e ainda tirei papéis soltos que vinham lá dentro, quando olhei era uma foto minha e do meu namorado lá com uma faca a furar a foto, eu comecei a chorar, assustei-me!
Liguei ao meu namorado que a encontrou minutos depois e falou com ela e a única coisa que ela lhe disse foi: - Nunca mais vão descansar, eu não vos vou deixar se não voltares para mim!
Ele deu-lhe uma chapada, mas foi um impulso, nunca com a intenção de ficar mesmo mal. Ela não reagiu, e foi-se embora.
Quando nos encontrámos, eu e ele falámos sobre o assunto e ele disse: -Se estou contigo, contigo fico até morrer!
Eu fiquei feliz por saber.
Anos mais tarde, cerca de três anos, casámo-nos e já vivemos juntos há dez anos. Agora escrevo aqui que nunca devíamos ter casado, foi a pior coisa que podia acontecer. Acordo agora todos os dias com medo de estar ele a meu lado, para me fazer algo.
A ex-namorada tem sido a pior coisa da minha vida, e a melhor da vida dele, eles encontram-se, eles fazem sexo juntos, posso até afirmar que tem outra.
Ele todos os dias, por volta da 20 horas da noite prepara-se, veste a melhor camisa que tem, os seus sapatos de marca, as suas calças de ganga escura e o seu casaco preto de cabedal e sai para noite.
Eu fico a pensar, tantos anos que pensei que tudo ía ser perfeito, ele tinha dito que ía ser para sempre comigo, mas pelos vistos estava a mentir quando o disse. (Alguns anos mais tarde volto a escrever).
Há dois ou três dias encontrei-a e pensei “vou ter de fazer alguma coisa”, foi assim que aconteceu.
A minha cabeça já andava saturada por tudo o que estava a acontecer naquela altura.
Escrevo aqui e já admiti perante familiares, amigos e juiz! Matei-a!
Agora encontro-me aqui, na prisão, a escrever a continuação do acontecimento que escrevi á anos.
Com este acto estraguei tudo, estraguei a vida dos seus familiares, dos meus e dela, fui estúpida, fiz tudo por amor e agora o meu ex. marido, se já o posso chamar assim está no estrangeiro com “amigas”, eu aqui infeliz, ela noutro mundo e ele nunca mais quis saber de mim.
Por amor fazemos qualquer coisa sem pensar que só depois de tudo percebemos que a única que fizemos foi estragar as nossas vidas.
Acabo aqui o desabafo, e espero que quem ler isto perceba o meu acto e que tudo o que fiz foi por um amor antigo, e que apesar de tudo permanece.
Melina Guerreiro Nº11 PTIG
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