Como Água para Chocolate
Uma jovem rapariga, muito bem parecida, vinda de boas famílias, morava numa pequena cidade do México e envolveu-se com um rapaz, que vinha da capital.
A relação começou porque a rapariga foi contratada para cozinhar na grande festa de angariamento de fundos para uma fundação da capital mexicana. Esta festa tinha como objectivo ajudar os agricultores que cultivam o cacau, que é muito utilizado nos pratos mexicanos.
O rapaz, que trabalhava como supervisor dessas mesmas culturas de cacau, ficou impressionado quando provou os cozinhados à base de chocolate que a rapariga tinha preparado.
Eles conheceram-se melhor, por iniciativa do rapaz. Mais tarde começaram a ficar mais íntimos, e finalmente começaram a namorar. O namoro não era muito bem visto pelos membros das duas famílias, pois ele era um rapaz formado e ela uma simples cozinheira.
Mas, com o tempo, tudo se foi ajustando, até a mãe da rapariga adoecer gravemente e ficar numa cama a precisar da ajuda da filha, pois esta trabalhava em casa.
O namoro ficou mais sério e o rapaz pediu a rapariga em casamento, mas o problema era que esta não podia casar com ele, porque tinha de cuidar da mãe.
O namoro ficou num impasse, pois o rapaz não queria esperar pela rapariga.
Todos diziam que o noivado estava condenado, mas a rapariga estava mesmo apaixonada e tentou arranjar maneira de ajudar a mãe de outra maneira, a solução não surgiu, e o rapaz desistiu dela.
Dois anos mais tarde, já depois da morte da mãe, a rapariga não resistiu ao desgosto das duas perdas e acabou por perecer.
Pedro Camacho, nº15, TIG
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderEliminar