sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O cavaleiro Cortado ao Meio

Ontem saí da escola, agora já nem sirvo para esmola.
Fui trespassado por um varão, ferido, triste, sem nada aqui, estou caído no chão, apenas oiço gritos, mas ninguém me alberga, nesta batalha éramos peritos, não olhávamos para aquela à nossa direita, mencionada de morte, eu dizia para ir contra o inimigo, com artilharia, as bestas e o meu esquema, trespassei doze, não queria, mas era este o meu lema. “Sim meu coronel”, dizia eu no quartel, pois bem dizia, mas enfrentar a morte é um incidente, eu agora designo a palavra “fatalmente”.
Toda esta tristeza em quatro minutos porque enfrentei, pelo meu pais, lutei, por ele chorei, para a minha vida agora estar acabada, eu que bebia copos com a verdade, agora estou com a morte de mão dada.
Aqui estou a desfalecer, sem nada para te dizer, aliás apenas cinco frases para te esclarecer:
- Isto pela tua independência , pelo teu futuro, mas uma coisa eu te digo, por tudo o que é puro, morro cortado ao meio, eu sei que é feio, mas agora vou fechar os olhos, porque disse o que tinha a dizer, morri com prazer, pelo teu país.





Miguel Pereira nº 12

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